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SLI E GOVERNO PRESBITERIANO: FIDELIDADADE E TRANSPARÊNCIA

O final do século passado legou ao seu sucessor, o século XXI, o movimento de políticas públicas comprometidas com a transparência. Essa palavra tornou-se a novidade do momento político, tão carente de credibilidade popular. Foi tanta ênfase que, ao tornar as contas da gestão pública acessível ao cidadão, parecia ter encontrado a política infalível de garantia do uso da coisa pública aos fins dados, sob publicidade do empreendido à verificação do cidadão, quanto ao seu resultado corresponder ao menor gasto à obtenção do maior benefício ou empreendimento. Transparência na administração pública era a novidade metodológica da política que o governo presbiteriano vivenciou desde as suas primeiras expressões no século XVI. E, posteriormente, influenciou as futuras nações modernas com o entendimento de que República e Democracia capengariam sem transparência. No governo presbiteriano (calvinista) a transparência na destinação das ofertas recebidas pode ser considerado o outro motivo, juntame...

IGREJA: A COLUNA E BALUARTE DA VERDADE

“Escrevo-te estas coisas, esperando ir ver-te em breve; para que, se eu tardar fiques ciente de como se deve proceder na casa de Deus, que é a Igreja do Deus vivo, coluna e baluarte da verdade” — 1ª Timóteo 3.14-15

A palavra do ano de 2016, escolhida pela Oxford Dictionaries, foi “pós-verdade”. Essa palavra é usada para mostrar como as pessoas estão se deixando influenciar pelos apelos emocionais dos boatos mais do que pelos fatos objetivos. No fundo, isso mostra como a busca pela verdade não faz parte da motivação das pessoas. Ao lado dessa palavra, é possível escolher a mentira como palavra chave para se compreender a dimensão da pecaminosidade humana. Existe uma dependência crônica do uso da mentira de forma a ser considerada indispensável às práticas sociais e justificadora das negligências humanas. Torna-se mais grave quando a mentira assume sua condição de erro doutrinário e engano religioso. A filha do diabo não poupa nenhuma estrutura. Estaria tudo perdido? Estamos mesmo a mercê da mentira? A realidade pós-verdade é soberana? Vez por outra grupos religiosos tem se envolvido com a mentira. Isso tem favorecido ao desenvolvimento de determinada suspeita em relação à igreja. Apesar dessa realidade, devemos nos deixar encaminhar pelo conceito paulino de igreja. Essencialmente, a verdadeira igreja é “coluna e baluarte da verdade”. Veja que a igreja é exaltada como reduto onde a verdade é defendida. Diante disso, podemos destacar duas verdades. A primeira diz respeito a própria identidade da igreja. Ela não foi apenas fundada pela verdade (Jesus Cristo) e prega a verdade (a Palavra de Deus), mas se torna espaço onde a verdade encontra abrigo e é protegida. A segunda diz respeito a missão da igreja. Ela não assume apenas a tarefa apologética (defesa), mas proclamadora da verdade. Nessa proclamação, ela denuncia o erro e afirma a verdade num mundo que tomou a mentira como parceira cultural. Somos a Igreja do Deus vivo. Nosso propósito é o estabelecimento do Reino de Deus: realidade de pós-mentira. Ainda que as garras da mentira tenha ferido alguma expressão religiosa cristã, não pode nos alienar da identidade, valor e missão da igreja. Venceremos a mentira e o pai dela (o diabo) sendo verdadeira igreja da verdade e não nos afastando dela. Que nossa postura seja como a de Atanásio de Alexandria (séc. III-IV d.C.), chamado de campeão da ortodoxia: “Se o mundo for contra a verdade, então Atanásio será contra o mundo.”

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* Devocional escrita pelo Rev. J. A. Lucas Guimarães, membro do Presbitério de Santos (PRST) e Secretário Executivo do SLI (2023-2025).

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