
PRIMÓRDIOS HISTÓRICOS | 1898-2005
Para compreender a correta significação da necessidade do Sínodo Litoral Paulista, é necessário lançar o pensamento ao cenário histórico, econômico e eclesiástico do Estado de São Paulo, desde a segunda metade do século XIX, nos primórdios da Igreja Presbiteriana do Brasil. A história daquela época aconteceu sempre, quaisquer que tenham sido seus aspectos, da área costeira para o planalto. Tudo ocorria primeiro no literal e, depois, se interiorizava. No século XIX, essa realidade avulta e dramaticamente se inverte. Em São Paulo, modifica-se com o seu desenvolvimento acelerado à metrópole do planalto, a partir de 1890. Em tomo dessa cidade, gravitariam todos os fatos históricos, todas as demais cidades emergentes, toda a economia regional e significativa porção dos acontecimentos nacionais, incluídos aí os desdobramentos da nascente Igreja Presbiteriana do Brasil.
Desenvolvendo-se o planalto, aceleram-se as relações e o comércio internacional, pois o porto de Santos, ligação maior com o exterior, passa a ter significação ímpar. As atenções passam a ser focalizadas em comunicação eficaz entre o planalto e o litoral, que surgiu somente, em meado do século XX, com a Rodovia Anchieta. A região do litoral volta a pulsar, então, como no século anterior, quando das primeiras investidas presbiterianas nessa região. Revigoram-se os anelos por uma expansão evangélica mais autônoma, mais regional, mais contextualizada, por uma ligação forte entre os iguais da terra. Olhando para trás, vemos cristãos reformados americanos, que escapando da Guerra de Secessão em seu país, vieram refugiar-se na região de Juquiá. Ali surge a Fazenda Poço Grande, em tomo de 1860, praticamente junto com Rev. Simonton, em 1859. Deles, diziam seus vizinhos, “trabalharem duro durante a semana e todos descansarem aos domingos”, quando “rezavam e cantavam na sede da fazenda, junto com seus empregados, de manhã e de noite.”
Finda a guerra, voltaram à sua pátria, e incumbiram o patrício Horace Lane, morador do planalto, de buscar quem cuidaria de suas propriedades. Este encontrou urn descendente dos seus, residentes em Castro, no estado do Paraná, e há pouco convertido ao Evangelho do Senhor Jesus: era o irmão Willis Robert Banks, casado com D. Vicência, brasileira e pais de Izaltina, ainda criança. Banks, sem conhecer nada da região, aceitou a missão de administrar a fazenda, empenhando sua palavra. Este homem foi a ferramenta especial usada por Jesus em nosso favor. Graças a condução do Espírito Santo e a seriedade da honra empenhada por esse irmão, estava garantida a implantação do Evangelho de Jesus no Vale do Ribeira e Litoral Paulista. Ainda que incipiente, o trabalho foi organizado em Juquiá e implantou Morrinho em 1898, necessitando de apoio da l. P. Unida de São Paulo somente à sua organização final, para adesão a federação de Igrejas, que se esboçava. De Juquiá, em 1953, organizou-se o Presbiterio Vale do Ribeira e se lançou mais semente pela redondeza: Iguapé, Jacupiranga, Cedro, Miracatu, duas vezes em Registro e Cajati. E mais longe, tempo depois, em Santos, na quase centenária Primeira Igreja. Logo, organizou-se o Presbiterio de Santos, em 1977. Dali para São Vicente, já com quase meio século de organização da igreja. Dessas igrejas para outros bairros dessas cidades e para outras cidades, como Guarujá, Itanhaém, Cubatão, Peruíbe, Praia Grande e Bertioga. Devido a essa expansão, organizou-se o Presbiterio de São Vicente, em 2000.
Na organização, o Sínodo Litoral Paulista contava com três Presbitérios e vinte e quatro igrejas, mais várias Congregações e Pontos de Pregação. Nesta gênese, presta-se honra e agradecimento ao Sínodo de Sorocaba e ao Sínodo Santos Borda do Campo, que caminharam em pastoreio da região até a organização do Concílio.
Conhecemos a extensão de nosso território. Conhecemos suas peculiaridades. Conhecemos nossa gente. Conhecemos nosso potencial. Temos em desenvolvimento nossa visão, nossa missão, nossos princípios e valores. Seja a Bíblia Sagrada nossa única regra de fé e de prática; nossos corações nas mãos de Deus a nossa eficiente credencial; o nosso amor pelas almas a nossa única motivação; e a fraternidade e o respeito mútuo as marcas que nos distingam diante de Deus e dos homens. — Adaptação do histórico lançado na Ata de organização do SLI.
SLI: ORGANIZAÇÃO E ATUALIDADE
O SLI foi organizado com dois presbitérios cedidos pelo Sínodo Santos/Borda do Campo (SSC), a saber, Presbitério de Santos (PRST) e Presbitério de São Vicente (PRSV) e por um cedido pelo Sínodo de Sorocaba, o Presbitério do Vale do Ribeira (PVRB). Ele está estruturado, conforme preceitua a Constituição da Igreja Presbiteriana do Brasil (CI/IPB), na Seção 4ª, artigos 91, 92, 93 e 94. A Comissão Executiva do Supremo Concílio da Igreja Presbiteriana do Brasil (CE/SC-IPB), em reunião datada de 14 de março de 2005, resolveu atender a solicitação dos Sínodos Sorocaba e Santos/Borda do Campo para organização do Sínodo do Litoral Paulista (SLI). Para tanto, nomeou uma Comissão Especial de Organização, formada pelos seguintes integrantes: Rev. Mauro Sergio Aiello, Rev. Waldomiro Nunes da Fonseca Júnior, Rev. Milton Ribeiro e presbíteros Eraldo Cunha e Clayton Ramos Vieira, conforme resolução em transcrição a seguir:
“CE - 2005 - DOC. XLV: Quanto aos docs. 091 e 125, procedentes dos Sínodos Sorocaba e Santos/Borda do Campo - ORGANIZAÇÃO DO SÍNODO LITORAL PAULISTA. A CE/SC RESOLVE: 1. Tomar conhecimento. 2. Organizar o Sínodo Litoral Paulista, que jurisdicionará os presbitérios de Santos, São Vicente e Vale do Ribeira. 3. Nomear a seguinte Comissão de Organização: Rev. Mauro Sergio Aiello, Rev. Waldomiro Nunes da Fonseca Júnior, Rev. Milton Ribeiro – Presbíteros: Eraldo Cunha e Clayton Ramos Vieira. 4. Determinar ao Senhor Secretário Executivo do Supremo Concílio que atribua Número de Ordem e sigla, sugerindo a sigla SLI para o Sínodo Litoral Paulista.”
O SLI foi organizado no dia 25 de junho de 2005 nas dependências da Igreja Presbiteriana Jardim de Oração (Santos/SP). Na ocasião do culto de ação de graças, ocorreu leitura de telegrama enviado pelo presidente do SC/IPB, o Rev. Roberto Brasileiro, com saudação ao novo Sínodo. O preletor foi o Rev. Guilhermino Cunha, Vice-Presidente do SC/IPB e pastor da 1ª I. P. do Rio de Janeiro, com preleção intitulada “Como resistir no dia mau”, a partir do texto bíblico em Efésios 6.10-20. Nessa celebração solene ocorreu a posse da primeira Comissão Executiva do SLI (CE/SLI), através do presidente da Comissão Especial, o Rev. Mauro Sérgio, formada pelos seguintes conciliares eleitos:
Desde sua organização, foram eleitos à presidência do SLI, com mandato de dois anos, os seguintes conciliares:



Dada à vacância na Presidência, teve posse o Vice-Presidente ao mandato do último semestre do biênio (2023-2025).
Conforme o relatório anual referente a 2024, encaminhado pelos seus três presbitérios jurisdicionados, o SLI tem sob a jurisdição dos Presbitérios de Santos (PRST), São Vicente (PRSV) e Vale do Ribeiro (PVRB) a soma de 31 igrejas federadas, com uma membresia de 6.492 membros comungantes (adultos).
Comentários
Postar um comentário